Minha história também passa pelos relacionamentos
Estou na mesma relação há 34 anos, sendo 24 de casamento, e sou pai de uma filha de 20 anos. Conheço de perto os desafios de construir uma vida a dois, atravessar mudanças e cuidar da relação sem deixar de cuidar de si.
Minha busca por autoconhecimento também nasceu das minhas próprias dificuldades, perdas e recomeços. Para contar como cheguei ao trabalho que faço hoje, preciso voltar um pouco à minha história.
Quando criança, quis ser astronauta, piloto de jato e arquiteto. Tinha muita imaginação e vontade de explorar o mundo.
Também vivi problemas de saúde, internações e momentos de separação que marcaram minha infância. Mais tarde, vieram as crises de asma e as limitações que elas traziam.
Ao olhar para minha história no processo de autoconhecimento, comecei a reconhecer meus medos, minha necessidade de segurança e o quanto buscava reconhecimento para me sentir aceito. Entender essa criança foi parte importante de aprender a cuidar de mim e a me relacionar de outra forma.
Sou o quarto filho homem de uma mãe que esperava uma menina. Ao revisitar minha história, percebi como a sensação de não corresponder ao que era esperado se conectava à minha busca por aceitação e reconhecimento.
Aos 25 anos, escolhi Administração. Depois, fiz pós-graduação em Recursos Humanos, com aprofundamento em gestão de carreiras. Trabalhei em grandes empresas, com desenvolvimento de pessoas, gestão e carreira.
Construí experiências importantes, mas também fui percebendo o quanto tentava provar meu valor pelo que fazia. Aprender a reconhecer minhas próprias necessidades, além das expectativas dos outros, se tornou parte do meu caminho.
Mais tarde, entrei na área de tecnologia e criei minha própria empresa. Entre 2010 e 2013, trabalhei com infraestrutura de TI para grandes eventos e shows internacionais no Brasil.
Foi um período de crescimento, conquistas e muito trabalho. Eu gostava de resolver problemas, estar presente e fazer acontecer. Mas também me cobrava para dar conta de tudo e ser sempre aquele com quem todos podiam contar.
Hoje, reconheço que parte dessa dedicação vinha da necessidade de provar meu valor. Aos poucos, comecei a perceber como essa busca por reconhecimento também aparecia na minha forma de trabalhar, liderar e me relacionar.
A empresa cresceu, mas chegou um momento em que não consegui sustentar o negócio. Continuei envolvido na execução e deixei de dar a atenção necessária à gestão, às finanças e ao planejamento.
A quebra trouxe perdas financeiras e abalou minha autoestima. Eu havia ligado tanto meu valor ao que conseguia fazer que, quando o negócio não deu certo, precisei aprender a separar aquele resultado de quem eu era.
Foi um período doloroso, que me levou a olhar para minhas escolhas, reconhecer meus limites e buscar ajuda. Nesse processo, o autoconhecimento ganhou outro lugar na minha vida.
Depois da quebra, me aprofundei no autoconhecimento, na espiritualidade e no estudo do comportamento humano. Queria compreender minha própria história e por que eu repetia atitudes que me traziam tanto desgaste.
Nesse caminho, fui reconhecendo medos, crenças e marcas da infância que ainda influenciavam minha vida adulta. Comecei a olhar para a necessidade de provar meu valor, a dificuldade de respeitar meus limites e a busca por aceitação nas relações.
Esse processo também me aproximou do trabalho terapêutico. O que eu vivia e estudava foi dando forma à maneira como hoje ajudo outras pessoas a compreender suas histórias e construir novas escolhas.
Desse caminho nasceu meu trabalho como terapeuta, reunindo minha experiência com pessoas, minha trajetória profissional e os estudos e práticas em que me aprofundei.
Hoje, ajudo pessoas que desejam compreender por que certas dificuldades se repetem: doar demais nas relações, ter medo de desagradar, precisar provar seu valor ou deixar os próprios desejos sempre para depois.
No processo terapêutico, olhamos para a história de cada pessoa e trabalhamos as crenças e os padrões envolvidos nessas situações. Esse trabalho abre espaço para se posicionar, reconhecer suas necessidades e fazer escolhas com mais liberdade, nos relacionamentos e na vida profissional.
Perceber um padrão é um passo importante. Mas, muitas vezes, mesmo entendendo o que acontece, ainda sentimos dificuldade de agir de outra forma.
O Jogo da Vida é um acompanhamento terapêutico individual de onze encontros. Nele, investigamos crenças, experiências da infância e referências familiares que influenciam sua maneira de se relacionar, se posicionar e fazer escolhas.
O processo parte das questões que você está vivendo, seja nos relacionamentos afetivos ou na vida profissional. Ao longo dos encontros, trabalhamos esses padrões para que você possa construir novas formas de lidar consigo e com os outros, com possibilidade de continuidade conforme suas necessidades.
Hoje, meu trabalho é ajudar você a compreender sua história sem precisar continuar repetindo os mesmos caminhos.
Acolho pessoas que querem viver relações com mais reciprocidade, se posicionar sem tanta culpa e fazer escolhas que também respeitem suas próprias necessidades.
O Jogo da Vida é o principal caminho pelo qual conduzo esse trabalho. Um espaço para olhar com cuidado para o que você vive e trabalhar o que precisa mudar, nos relacionamentos e na vida profissional.
Se você se reconheceu nessa história, podemos conversar sobre o seu momento e como posso ajudar.
